Tua existência quase recomendada
Teu acesso labiríntico e anacrônico
E o teu sadismo de canto de boca
Que usas para esticar cada minuto de ausência
Com o sorriso fazes-me macumba
Com os olhos repetes a mandinga
E com o resto do corpo...
Não sei, fiquei nos olhos
Se a lonjura é demasiada
E o caminho é reto e sem criatividade
Invento um novo passa tempo
Contando cada minuto
E multiplicando-os pelos segundos
Mas se a viagem é tão longa
Que é o próprio lugar
Vivo no meio do caminho
Que é também o final
Imaginando o dia da chegada
Se um dia eu chegasse
E te encontrasse acordada
Voltaria outro dia
Se tempo de vida eu tivesse
Só pra ver como dormes
J.
sábado, 8 de maio de 2010
domingo, 25 de abril de 2010
Três andares
Três andares
Os três primeiros andares
Três janelas
As três janelas acesas
Três acordados enoitecidos
Três covardes do sono
Três covardes da vista
Ou três sonos interrompidos
Três noites mal dormidas
Três noites bem acordadas
Três mulheres descontroladas
As luzes continuam acesas até que o sol venha impor seu descontentamento. Os raios desabam por entre nuvens de uma manhã nublada, um desaforo à vaidade das mulheres que acordam.
Ainda com os cabelos despenteados, mas sem o habitual riso do canto dos lábios elas vão fazer aquilo que não precisam fazer e fogem como quem foge de uma tempestade de ressaca moral.
Os homens, agora molhados, perdem todos os seus argumentos ao perceberem que usaram as toalhas recém usadas.
J.
Os três primeiros andares
Três janelas
As três janelas acesas
Três acordados enoitecidos
Três covardes do sono
Três covardes da vista
Ou três sonos interrompidos
Três noites mal dormidas
Três noites bem acordadas
Três mulheres descontroladas
As luzes continuam acesas até que o sol venha impor seu descontentamento. Os raios desabam por entre nuvens de uma manhã nublada, um desaforo à vaidade das mulheres que acordam.
Ainda com os cabelos despenteados, mas sem o habitual riso do canto dos lábios elas vão fazer aquilo que não precisam fazer e fogem como quem foge de uma tempestade de ressaca moral.
Os homens, agora molhados, perdem todos os seus argumentos ao perceberem que usaram as toalhas recém usadas.
J.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
O poeta de Marte
Quero começar o disparate
Com meu veneno tradicional
Ainda que não mortal
Espalhado por toda parte
Posso continuar com rima
Como se fosse um poeta de Marte
Rimando os versos de cima
Pintar estrelas no escuro
Improvisar um lugar mais seguro
Antes que a terra se acabe
Na minha mala esquecerei
Da preta que não mereço
E é dela que levo saudade
Dos amigos extraviados
De certo Diogo que é viado
E do vizinho que não me cabe
Em Marte pretendo pensar
Em Antônio o zelador
Poeta por acidente
Nas coisas que deixei de levar
Nos peitos que eu deixei de mamar
E nas coxas de minha mente
Pra Marte os problemas pequenos
Poemas ingênuos
Um político do gênero
Um atirador de elite
Pra furar as estrelas que nunca viste
Do trono do teu império
Para as dores todos os remédios
Inclusive os artificiais
Para problemas espaciais
E a mulata Ludovina
Com cara de menina
Para os sentimentais
Sem mais demora
Parto antes do fim do mundo
E do caos de cada hora
Levando cada segundo
Parto antes do fim do mundo
Antes que o mundo me ponha pra fora
J.
Quero começar o disparate
Com meu veneno tradicional
Ainda que não mortal
Espalhado por toda parte
Posso continuar com rima
Como se fosse um poeta de Marte
Rimando os versos de cima
Pintar estrelas no escuro
Improvisar um lugar mais seguro
Antes que a terra se acabe
Na minha mala esquecerei
Da preta que não mereço
E é dela que levo saudade
Dos amigos extraviados
De certo Diogo que é viado
E do vizinho que não me cabe
Em Marte pretendo pensar
Em Antônio o zelador
Poeta por acidente
Nas coisas que deixei de levar
Nos peitos que eu deixei de mamar
E nas coxas de minha mente
Pra Marte os problemas pequenos
Poemas ingênuos
Um político do gênero
Um atirador de elite
Pra furar as estrelas que nunca viste
Do trono do teu império
Para as dores todos os remédios
Inclusive os artificiais
Para problemas espaciais
E a mulata Ludovina
Com cara de menina
Para os sentimentais
Sem mais demora
Parto antes do fim do mundo
E do caos de cada hora
Levando cada segundo
Parto antes do fim do mundo
Antes que o mundo me ponha pra fora
J.
quinta-feira, 11 de março de 2010
Feche os olhos
Seus olhos falam pelos cotovelos
Desconcertam-me
Só basta um deslize
Um desencontro
E pronto
Suas bocas me engolem
J.
Desconcertam-me
Só basta um deslize
Um desencontro
E pronto
Suas bocas me engolem
J.
O nunca mais
A fumaça quase escondia
A boca que dizia
Com seus lábios vermelhos
E o seu sinal
Elegantemente preto:
Meu nome é Nunca mais
Meu ofício?
Saudade
Minha sorte?
O desengano
Uma palavra?
Adeus
J.
A boca que dizia
Com seus lábios vermelhos
E o seu sinal
Elegantemente preto:
Meu nome é Nunca mais
Meu ofício?
Saudade
Minha sorte?
O desengano
Uma palavra?
Adeus
J.
Disse-lhe certa vez
Que as palavras que eu dizia
Eram ofensas
E que a ironia delas
Era apenas tristeza com vaidade
Disse-lhe ainda
Que do coração pulsa sangue
E que os ventrículos que nele existem
Não há espaço
Para o que neles deveria estar
Depois lhe disse que era tudo mentira
E que nunca mais confiasse em mim
J.
Que as palavras que eu dizia
Eram ofensas
E que a ironia delas
Era apenas tristeza com vaidade
Disse-lhe ainda
Que do coração pulsa sangue
E que os ventrículos que nele existem
Não há espaço
Para o que neles deveria estar
Depois lhe disse que era tudo mentira
E que nunca mais confiasse em mim
J.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
sábado, 23 de janeiro de 2010
Sonoro da sandice
Puta que o pariu tem alguém aqui
Puta que o pariu tem alguém aqui
Puta que o pariu tem alguém aqui
Puta que o pariu tem ninguém aqui
Puta que o pariu tem ninguém aqui
Puta que o pariu tem ninguém aqui
Puta que o pariu tem alguém na sala
Puta que o pariu tem alguém na sala
Puta que o pariu tem alguém na sala
Puta que o pariu tem ninguém na sala
Puta que o pariu tem ninguém na sala
Puta que o pariu tem ninguém na sala
Puta que o pariu tem alguém no quarto
Puta que o pariu tem alguém no quarto
Puta que o pariu tem alguém no quarto
Puta que o pariu tem alguém aqui
J.
Puta que o pariu tem alguém aqui
Puta que o pariu tem alguém aqui
Puta que o pariu tem ninguém aqui
Puta que o pariu tem ninguém aqui
Puta que o pariu tem ninguém aqui
Puta que o pariu tem alguém na sala
Puta que o pariu tem alguém na sala
Puta que o pariu tem alguém na sala
Puta que o pariu tem ninguém na sala
Puta que o pariu tem ninguém na sala
Puta que o pariu tem ninguém na sala
Puta que o pariu tem alguém no quarto
Puta que o pariu tem alguém no quarto
Puta que o pariu tem alguém no quarto
Puta que o pariu tem alguém aqui
J.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Homensação
Uma garrafa de qualquer coisa
E a qualquer coisa está feita
É quando a porra da sensação me vem
Homensação...
Taí!
Homensação
No momento em que as sensações Convergem à carne
E os sentidos Diluem as cores
J.
E a qualquer coisa está feita
É quando a porra da sensação me vem
Homensação...
Taí!
Homensação
No momento em que as sensações Convergem à carne
E os sentidos Diluem as cores
J.
Assinar:
Postagens (Atom)